Os Despojos da Batalha (1933)
por T. Austin-Sparks

Leitura: 1 Cr.26:27

Dessa passagem das escrituras nós compreendemos que a Casa do Senhor é constituída do fruto do conflito, de nossas batalhas, o Senhor constrói do fruto dos conflitos. Assim foi com o templo, dado por Davi a Salomão. Quando o templo foi completado, ele se ergueu como um monumento à vitória universal. A sua própria substância declarou triunfo na mão direita e esquerda. A prata e o ouro, e todas as coisas preciosas de que era constituído, foram tomadas da batalha e foram utilizadas na Casa de Deus. O que é uma ilustração no Velho Testamento é verdade na realidade do Novo. O maior Filho de Davi, o maior que Salomão, Aquele que está aqui, constrói a sua Casa dos despojos da Sua própria guerra, e a guerra dos Seus santos.

Fiquei impressionado quando notei no primeiro livro de Crônicas, Capítulo 17:9, o Senhor está falando a Davi, e uma das coisas que Ele diz é: “Designarei um lugar para o meu povo Israel, e o plantarei, para que ele habite no seu lugar, e nunca mais seja perturbado; e nunca mais debilitarão os filhos da perversidade, como dantes, e como desde os dias em que ordenei juízes sobre o meu povo Israel; e subjugarei todos os teus inimigos”. Você percebe que o Senhor se refere aos juízes de Israel? O Senhor levantou juízes, como você se lembra, para fazer aquilo que Israel falhou em fazer sob a direção de Josué. Sob a liderança de Josué eles foram ordenados pelo Senhor a destruir totalmente todas as nações da terra, e subjugar completamente todo inimigo. Eles falharam em fazer isso. Eles suportaram os inimigos que permaneceram, eles fizeram concessões, e o Senhor levantou os juízes para salva-los dos resultados terríveis de ter falhado na realização da obra completa de destruição dos inimigos. Mas os juízes falharam, e o livro de Juízes é uma triste história de como o trabalho ainda está incompleto. O Senhor levantou os juízes para fazer o que não foi feito, mas mais uma vez, os juízes não fizeram o trabalho perfeitamente. É tremendamente interessante e esclarecedor perceber em 1 Crônicas 18 e 19, que quando o Senhor falou a Davi sobre a construção do Templo, como Davi determinou a derribada de todas essas nações que os juízes não derrubaram; e elas são mencionados nesses dois capítulos. Vá até eles e você vai achar uma lista de todas as nações e povos mencionados no Livro de Juízes. E Davi - através da visão da Casa de Deus - parece ser levado instintivamente pelo Espírito de Deus a ver que a casa nunca pode ser levantada enquanto esses inimigos não forem subjugados, enquanto eles não forem inteiramente derrubados; e o Senhor cumpriu Sua palavra de subjugar todos os inimigos e lidou com todas essas nações. Quando o Senhor deu a Davi vitória em todos os lados, então ele deu o plano a Salomão para seguir em frente na construção da Casa, e os despojos dessas batalhas foram o material da Casa. O inimigo tinha os recursos para a Casa de Deus, e o inimigo tinha que ser despojado para que a casa fosse construída. Isso podia nos levar a um longo caminho e pode ser muito esclarecedor. Eu gostaria de reduzir isso a pequenas palavras, ainda assim, isto vai prover a você um grande material para futura ajuda e contemplação.

O prédio duplo

Há dois aspectos da construção da Casa de Deus. Nós nos inclinamos a dar maior valor a um do que ao outro. Tem o lado numérico. Quando nós pensamos na construção da Casa de Deus, nós pensamos no ajuntamento de almas por meio da salvação e sua condução à verdade, e assim nós só pensamos na casa do Senhor sendo construída no sentido referido por Pedro: “vós também, quais pedras vivas, sois edificados como casa espiritual” (1 Pe.2:5a), que é, nós pensamos, o lado numérico, o ajuntamento de pedras individuais e a sua chegada ao seus lugares no edifício espiritual. Bem, esse é um lado verdadeiro da construção da Casa do Senhor, mas é apenas um dos lados, e é apenas metade da verdade. Há um outro lado também importante, sem o qual isso será totalmente inadequado, e esse outro é o lado espiritual e moral da construção da Casa de Deus. Você pode ter um grande número de indivíduos salvos e ainda falhar em ter o sentido da Casa de Deus. Você pode ter uma congregação e não ter uma igreja. Você pode ter números, e não ter espiritualmente a Casa de Deus. A Casa de Deus não é uma coisa numérica, é uma coisa espiritual e moral. Ou seja, tem um caráter, e esse caráter é o que a faz na essência a Casa de Deus. Ela toma o caráter do seu Cabeça e vai finalmente, na sua consumação, ser reconhecida – não como uma grande multidão de almas apenas salvas – mas algo que expressa o caráter do Cabeça, o Senhor Jesus. O tempo vem quando o Senhor vai fazer com que Seu Nome esteja sobre os Seus; isso é, nós vamos receber uma pedra branca e nela haverá um novo nome; nós vamos ter um novo nome, e vamos ser chamados pelo Seu Nome - Seu Nome estará em nossas testas. Isso é uma linguagem simbólica, e seu significado é justamente este: o Senhor Jesus vai ser tão grandemente manifestado nos Seus que a medida que você os vê vai dizer: “Isto é Jesus”. “Isto é o Senhor Jesus”, você vai reconhecer tanto dEle, Ele vai estar tão em evidência, que você vai simplesmente dizer: “Isto é o Senhor Jesus”. Você vai encontra-lO neles, e ao encontra-los você encontra Ele. E daí Ele vai estar universalmente revelado através dos Seus, e do Seu Nome e Seu Caráter, aquilo que Seu Nome encarna espiritualmente e moralmente estará sobre eles, e eles vão tomar seu caráter Dele, e então haverá uma demonstração universal do caráter e natureza do Senhor Jesus. Isto não vai dispensar Sua manifestação pessoal individual, mas Seu povo vai ser um canal da Sua expressão universal.

Caráter através do conflito

A construção da Casa de Deus, portanto, não é um ajuntamento de pessoas mas uma construção espiritual e moral, e esse lado das coisas só é desenvolvido pelo conflito. A economia Divina é tão ordenada que, apesar do Senhor Jesus ter em Si o triunfo universal sobre todos o Seus inimigos, os inimigos ainda são deixados para lidarmos com eles. O inimigo, apesar de derrotado, ainda foi deixado para os santos terem algo para fazer, e o Senhor não pôs nossos inimigos para fora do universo, apesar de Nele mesmo Ele ter triunfado. Ele deixou o inimigo para que possamos lidar com ele no Seu triunfo, e é assim que eu e você obtermos o nosso desenvolvimento moral e espiritual. É no conflito, na batalha, no combate espiritual sinistro e terrível, que as excelências morais do nosso triunfante Cabeça são expressas em nós. Nós triunfamos em Sua vitória, mas nós sabemos que a fé é tão testada no conflito, tão profundamente provada na batalha, e isso é algo mais do que apenas objetivamente tomar posse, ou crer em algo em Cristo; o exercício da fé traz dEle, para dentro de nossas almas, a força da Sua vitória então nós somos feitos moralmente um com Ele e com Seu triunfo pelo teste da fé que é tão sinistro e terrível que nada que não é dEle em nós vai ser suficiente para nos levar adiante. Isso tem que ser forjado na substância do nosso ser, e isso ocorre através do conflito do qual a fé é extraída, e assim, espiritual e moralmente, nós construímos através do conflito, através da adversidade, na ordenação Divina e soberana de nossas vidas.

O lado moral das coisas que vem do exercício, exercício da fé no valor da vitória do Calvário. Uma coisa é apropriar-se teoricamente da vitória do Calvário e dizer em uma hora de emergência: eu tomo posse a vitória do Calvário. Mas mesmo quando nada acontece, e apesar de você alcançar uma posição como essa, você se sente chamado a segurar firme, segurar firme, segurar firme, e, durante o tempo que está sendo chamado pelo Senhor para segurar firme, sua fé está sendo testada, e a vitória do Calvário está se tornando algo não apropriado objetivamente mas estabelecido interiormente, e enfim a Vitória está em nós e está no Senhor. Mas isso se tornou uma qualidade moral em nosso ser, e da próxima vez que formos testados não é um tentar tomar posse de algo, mas está lá com raízes em nós, algo foi feito em nós, e foi tornado parte de nós.

A batalha pela revelação

Isso é trabalhado de várias formas e numerosas direções e conexões. Você obtém uma revelação, um ensino do Senhor em relação à verdade; uma abertura dos céus para ver a verdade Divina como nunca viu antes; talvez isso seja uma coisa nova, uma coisa inteiramente nova, ou talvez é uma nova luz sobre uma coisa antiga. De qualquer forma, é uma nova revelação; revelação que vem a você com todo o frescor, toda a alegria, toda a inspiração, e toda a enlevação da abertura dos céus, e por um tempo você se delicia nisso, glorifica e se lava nisso, e você não tem nada mais para falar do que essa revelação que veio até você, e chega o ponto em que você caminha diretamente a um terrível conflito em relação a essa revelação. Parece que a primeira glória dela se foi e você se encontra com todo tipo de questionamento a respeito dela. Você está frio, morto, em trevas; a coisa se perdeu e olhando para ela desse ponto de vista, o ponto de vista da experiência, você questiona se realmente você estava certo ou não. Que criaturas estranhas somos nós! Coisas que vem até nós como mais tremendas na nossa experiência, nas circunstâncias acima, passam a ser coisas que questionamos serem ou não realidade; ou nós simplesmente tomamos posse de algo e corremos com isso por um tempo havendo um frescor sobre ele, e esse frescor foi o próprio ímpeto para nos levar adiante e agora é irreal, e nós entramos num tempo de conflito pela verdade dado a nós pelo Senhor. Naquele momento de conflito nós somos sondados, nossos corações são contemplados, e somos testados. Vamos nos lembrar de José: “Até o tempo que a palavra se cumpriu, a palavra de Jeová o testou”. A Palavra do Senhor testou José, e nós passamos por coisas que nós estávamos falando e crendo, e então temos todo tipo de questionamento a respeito delas.

A Palavra do Senhor nos prova, mas é nesse conflito que os elementos espirituais e morais são desenvolvidos, e as recursos são trazidas para fora. O conflito garante o despojo para futura construção, daí nos voltamos de novo, não apenas para o campo original em que nos apropriamos daquela verdade, mas em outro muito mais alto, e uma apreensão muito mais profunda e forte daquela verdade, de forma que é mais para nós do que era antes, porque nós fomos para a batalha com ela, e nós voltamos com o despojo para construir; lá foram colocados fatores celestiais frescos sobre ela. Alguma coisa foi introduzida na verdade original, através do conflito, que deu a essa revelação um valor extra; é o poder da ressurreição. A verdade de Deus vem de Deus, com toda sua glória, beleza e força Divinas, e nós nos regozijarmos nessa luz por um tempo, e então nós somos levados à morte com esta própria luz; mas na batalha, no conflito, na morte, no ser sondado, provado, testado, revelado, e sermos levados ao lugar que, se ela for, nós vamos, porque ela é a nossa vida, daí o poder da ressurreição começa a operar e nós voltamos com a revelação mais forte do que nunca, e com a adição de despojos para a construção. Nós sabemos o valor dessa revelação mais do que nunca provamos antes, porque nós nunca havíamos passado por um conflito com ela, e nunca havíamos entrado em conflito usando-a, nunca tínhamos testado esse armamento, nunca testamos aquela espada; mas agora algo de valor foi acrescentado a ela, que nós nunca soubemos disso até ter entrado no conflito com ela. Isso acontece assim com a revelação. Muitas pessoas são vistas alcançar revelação, elas a abraçaram, falavam só da revelação que tiveram. Nós estamos muitos felizes e ficamos encantados quando as pessoas fazem isso, mas nós dizemos: “É, em breve eles serão testados por isso, e essa revelação vai testa-los”, e eles passam por um período de conflito e terrível escuridão, cheio de questionamentos se realmente a coisa é verdadeira e correta, e agora o Senhor está colocando-a dentro deles. Era algo bem amplo em termos de circunferência; e era, em um sentido, uma medida, objetivo; mas agora o Senhor está plantando a revelação em nós, e nós na revelação. Nós vamos passar por isso e dizer: “Antes, era algo dado a mim, mas pertencia a outro, agora é meu”, e então vamos começar a construir com o despojo do conflito.

A Batalha pela vocação

Da mesma forma como acontece com a visão, acontece também em relação ao propósito. O Senhor dá a visão de Sua intenção, Seu propósito no qual está nos chamando como Seus servos, e a visão nos atrai, o propósito nos prende, e a medida que o tempo passa nós não temos mais nada no que pensar ou falar senão a promessa pela qual fomos chamados; o sentido todo da vocação e serviço nos governam; nós temos a visão. Bem, nós vamos adiante com ela por um tempo, pelo ímpeto da visão e daí parece que a visão falha, ou nós entramos em um reino de conflitos em relação a visão, uma batalha furiosa, que a coisa parece chegar a morte, e nós passamos através de uma profunda e escura experiência no qual a questão que vem a tona é: “Será que havia algo nela afinal; não estávamos nós enganados?” “Será que foi para isso que o Senhor nos chamou?” “Será que não era algo que pulamos, enfim, o Senhor não nos queria nisso?” “Será que não estávamos errados?” Eu imagino que muitos de nós sabemos o que são essas experiências de conflito, de batalha por uma visão, mas essa batalha nos coloca finalmente em um lugar mais forte do que antes em relação ao propósito Divino.

Nossa história é assim; muitas vezes fomos até a morte em conflito com nossa visão, em experiências que aparentemente acabaram com a visão, muitas questões se levantaram acerca dela, mas nós saímos dela e nos encontramos mais comprometidos com o propósito Divino do que antes. Nós fomos colocados no conflito e emergiram elementos morais e espirituais pelos quais coisas foram construídas como resultado da luta.

A Batalha por uma posição tomada

Nós tomamos a posição, nós nos declaramos – e como é fácil nesses encontros e conferências tomar posições, em conjunto com o corpo de Cristo - declaramos que seguiremos em certa direção, que para nós esse será o curso para sempre: “Eu nunca, nunca irei abandona-lO”. Nós podemos cantar essas coisas prontamente em hinos: e amanhã podemos nos encontrar revendo a coisa toda, olhando em volta para ver se não há uma porta de saída. É verdade, nosso coração é inconsistente e nós tomamos atitudes, nós tomamos posições, fazemos declarações. E a medida que o tempo passa, na força disso, vamos em frente, e daí somos desafiados na nossa posição: “Daí cantou Moisés e os filhos de Israel...” Eles chegaram do outro lado do mar e todo o Israel cantou; e o que eles cantaram? Uma canção de absoluta vitória. Você poderia pensar que eles já estavam na terra, mas não demorou muito eles estavam murmurando contra o Senhor e contra Moisés. Eles foram testados, desafiados, provados pela posição que eles tomaram, e atravessaram um período negro. Então nós, a qualquer momento que fazemos uma declaração, devemos cedo ou tarde ser testados por ela. (Eu espero que o efeito do que estou dizendo não te leve a dizer: Eu nunca vou me declarar de novo. Se você tomar essa atitude simplesmente vai lograr o Senhor). É necessário, para obter o despojo, que sigamos adiante. As qualidades vão ser desenvolvidas no caminho, e é em parte correto que na medida da devoção que temos, nós declaramos, tomamos posição; e o Senhor nos chama a fazer isso, e isso dá a Ele o terreno para nos testar. De alguma forma na ordem das coisas, parece que o Senhor requer declaração antes que Ele possa fazer algo. Se você nunca se declarou, sempre teve reservas, teve tantos cuidados, o Senhor nunca foi capaz de fazer algo em você. É quando nós tiramos o pé do fundo e nos lançamos no profundo e dizemos que estamos junto com o Senhor, é que o Senhor pode começar a fazer as coisas. Nós somos testados pela posição que tomamos, e testados pelo nosso compromisso, e essas qualidades são trazidas àqueles que estão construindo, com despojo da batalha.

Eu estava lendo o seguinte; e é uma citação do livro “Mananciais no Deserto”:

“Muitas pessoas estão desejando poder. Agora como o poder é produzido? No outro dia passamos por uma grande fábrica onde os motores dos carrinhos eram movidos por eletricidade. Nós ouvimos o zumbido e barulho das rodas incontáveis, e perguntamos a nosso amigo, ‘de onde eles vem a força propulsora para movê-los?’ ‘Porque’, ele disse, ‘somente pela revolução dessas rodas e a fricção elas produzem energia, força para impulsioná-los. O atrito produz a corrente elétrica’.”

“Então, quando Deus quer trazer mais poder a nossa vida, Ele traz mais pressão. Ele está gerando força espiritual por forte fricção. Alguns não gostam disso e tentam fugir das pressões, ao invés de obter o poder e usa-lo para crescer além das causas de dor.”

“Oposição é essencial a um verdadeiro equilíbrio de forças. As forças centrípeta e centrífuga agindo em oposição uma a outra mantém o planeta em órbita. Uma atraindo e a outra repelindo, se age e reage, e ao contrario de se perder no espaço em um caminho de desolação, ela persegue sua órbita equilibrada no sistema solar.”

“Assim Deus guia nossas vidas. Não é suficiente ter uma força impelindo – nós necessitamos da mesma maneira de uma força repelindo, e assim Ele nos mantém firmes pelas experiências penosas da vida, pela pressão da tentação e prova, pelas coisas que parecem contra nós, mas realmente estão nos levando mais longe em nosso caminho e estavelecendo nossas vidas.”

“Vamos agradecê-lO por ambos, vamos tomar os pesos tão bem como as asas, e assim divinamente impulsionados, vamos persistir com fé e paciência em nosso alto e celestial chamado”.

Esse é apenas uma outra forma de expor a idéia. Luz e poder vêm do conflito. Assim o Senhor constrói Sua casa com os despojos da batalha, e permite que os inimigos permaneçam para nossa superação, inimigos internos e externos, de forma que Ele possa obter a beleza e a glória para Sua casa.

O Senhor coloca o Seu dedo sobre essa palavra, e nos mostra que quando Ele dá a visão, a revelação, o chamado; quando nós respondemos, então os revezes acontecem, dificuldades e oposições não são contradição para a revelação de Deus ou o chamado, mas são intencionais com o objetivo de trazer-nos para dentro de algo que é mais do que apenas um reino emocional em relação a verdade e serviço; eles devem trazer-nos a um lugar de força onde Ele pode contar conosco. Diz o Senhor Jesus: “Eu vou edificar minha igreja; e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” – por causa da sua qualidade moral. Por causa da sua virtude moral está estabelecida para sempre.

Primeiramente publicado na revista “Um Testemunho e Uma Testemunha”, Nov-Dez 1933, Vol 11-6

"The Spoil of Battle"