O Propiciatório
por T. Austin-Sparks

Farás também uma tampa, um propiciatório, de ouro puro, com um metro e dez centímetros de comprimento por setenta centímetros de largura. Igualmente faze dois querubins de ouro, de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório; faze-me um dos querubins em uma extremidade e o outro na outra: farás os querubins formando um só corpo com o propiciatório, nas duas extremidades. Os querubins terão as asas estendidas para cima e protegerão o propiciatório com suas asas, um voltado para o outro. As faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório. Porás o propiciatório em cima da arca; e dentro dela depositarás as Tábuas da Aliança que Eu te darei. Ali, sobre a tampa, que é o propiciatório, no meio dos dois querubins que se encontram sobre a Arca, Eu me encontrarei contigo no tempo certo, e falarei a ti de cima do tampo, dentre os dois querubins que estão sobre a Arca que contém o Testemunho da Aliança, a respeito de tudo o que te ordenarei para os filhos de Israel.

Para começar nos é mostrado por meio deste tipo, que através, e em virtude do sangue derramado e aspergido do Senhor Jesus, temos dois grandes fatores na nossa posição com Deus.

Remissão

O sangue derramado, que, é claro, em tipo tomava lugar fora, pelo grande altar, fornece remissão de pecados, e antes mesmo de chegarmos ao lugar interior, o santuário, a questão do pecado tem sido tratada. A questão do pecado não é tratada na presença de Deus, isto é, no santuário interior; a questão do pecado é tratada, como se fosse, fora. Quando entramos, a questão da remissão de pecados, de modo algum surge; isso está resolvido. O assunto, de modo algum é um assunto aberto na imediata presença de Deus; isso tem sido resolvido, concluído. Porém, do derramamento do sangue onde há remissão de pecados, o sangue é introduzido pelo sumo sacerdote no santuário mais íntimo da imediata presença de Deus, e é aspergido. A aspersão, é claro, é relacionada ao que tomava lugar fora. É um testemunho ao fato de que os pecados são remitidos, perdoados, expiados. É a obra terminada em relação ao pecado, levada até a presença de Deus e colocada diante Dele como um memorial e um testemunho de que o pecado tem sido tratado. Não é tratado lá; tem sido tratado, mas o trato com ele é testemunhado. A aspersão diz que está realizado. É algo na presença de Deus que fica como permanente testemunho do pecado tendo sido tratado fora.

Comunhão

Mas a seguir a aspersão, por outro lado, é aquilo que faz possível para nós termos comunhão com Deus. É em virtude do sangue aspergido que há comunhão. Perdão, remissão – isso é bom, mas depois, mesmo assim, podemos ainda ser deixados fora. A carta aos Hebreus vê Cristo na posição de sumo sacerdote levando Seu próprio sangue, e, no antítipo, traspassando os céus (não através de um véu terreno mas através dos céus; esse véu que divide a terra do céu), com o Seu próprio sangue na imediata presença, lá para aparecer diante de Deus por nós. Portanto, Cristo estando na mesma presença de Deus com Seu próprio sangue do testemunho, significa não somente que somos perdoados e deixados como os perdoados – com o perdão completo de Deus, não obstante, deixados assim. Tem o valor adicionado e extra de que Cristo, em virtude de Seu sangue, tendo traspassado os céus, nos leva ao mesmo lugar que Ele ocupa com o Pai nos céus. Estamos agora não somente perdoados, mas em comunhão com Deus em virtude de Seu sangue aspergido. Deve haver sangue na presença de Deus se é para haver alguma permanência na presença de Deus, e assim o sangue nos leva com Cristo bem até o mais pleno companheirismo e comunhão com Deus.

Essa é a verdade simples com a qual mais ou menos estamos familiarizados. Através e em virtude do sangue aspergido nos é dado termos comunhão com Deus nos termos totais, “Eu me encontrarei contigo”. É Deus sendo livre para vir até nós, para Se encontrar conosco.

Onde Deus Fala

Isso nos leva para o lugar da imediata voz de Deus, onde Deus está falando. E quando Deus fala, Ele está falando de Seus pensamentos, Sua mente; e os pensamentos de Deus são pensamentos muito puros. Quando uso a palavra 'puro', não quero dizer só moralmente puro. É essa essência da semelhança de Deus, essa essência da natureza divina; não apenas pureza moral, mas aquilo que é totalmente Deus, e portanto, tão completamente diferente do homem quanto o homem é. “Meus pensamentos não são seus pensamentos. Seus pensamentos não são Meus pensamentos”. “Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos”. Existe uma vastidão entre a mente do homem e a mente de Deus. Quero que você veja a vasta diferença entre a mente de Deus e a mente do homem da melhor maneira. Existe uma diferença em caráter, uma diferença em qualidade, uma diferença em natureza. A coisa que filhos de Deus aprendem cada vez mais e diretamente, sem importar quanto vivam e continuem com Deus aqui, é quão diferentemente Deus pensa e quão diferentemente Deus age da maneira que nós pensamos e agimos. Obtemos algumas ideias e pensamentos muito elevados quanto ao que Deus teria, e a como Deus agiria e assim por diante, e mesmo assim aprendemos que nossos pensamentos mais elevados que se originam em nós mesmos, ficam aquém de Seus pensamentos. Somos muito sinceros, muito sérios, muito devotos. tencionamos mesmo o melhor no que fazemos, e em como fazemos as coisas nas nossas concepções das maneiras, métodos e meios de Deus, e vivemos para ver que carecem da coisa essencial de Deus: a essência da mente de Deus.

Aqui estamos, na presença do santo dos santos, da mente absoluta de Deus, o pensamento absoluto de Deus, a própria pureza que é a essência de Deus. E o querubim representa esse pensamento sem mistura de Deus, essa mente divina, celestial, completamente livre da mistura da mente e pensamento do homem. Se você acompanhar o querubim pelas Escrituras você descobrirá que eles são os guardiões do que é totalmente de Deus. Você os vê no jardim na primeira instância. O que aconteceu aqui? Duas mentes entraram em conflito. A mente de Deus foi expressa e estabelecida bem claramente. Deus proferiu seu pensamento. “Foi isto mesmo que Deus falou...?” Isso é raciocínio, isso é uma mente colocada em movimento partindo de uma outra fonte. O resultado e desenlace disso é a expulsão, e o querubim com uma espada flamejante que se movia em todas as direções, dizendo com efeito, “Neste lugar de morada de Deus não existe espaço para duas mentes, nenhuma mistura do pensamento do homem com o pensamento de Deus, ou a mente do homem e o juízo do homem com a mente e juízo de Deus”.

Não há espaço para as duas, e há expulsão, rompimento pelo fogo entre estas duas coisas. O querubim permanece mesmo pela coisa que é totalmente celestial, divina, e absolutamente de Deus. Eles permanecem para representar isso, e são os guardiões disso; totalmente celestial e totalmente espiritual quanto aos pensamentos divinos, conselhos divinos e juízos divinos.

Volte para a profecia de Ezequiel e veja o dia no qual Ezequiel viveu. Veja a mente do povo religioso de Israel contra o que ele estava fixado; o conflito de mentes religiosas nos dias de Ezequiel, a batalha terrível com as mentes religiosas, e Deus contra essa mente religiosa. O conjunto das profecias de Ezequiel abrem-se com a apresentação do querubim, e é como se Deus no querubim colocasse em movimento a Sua mente celestial, pois o querubim e as rodas estão ligadas a um Homem no trono. Aqui está Deus projetando Seus conselhos, Seus pensamentos, Seus juízos, colocando eles em movimento para que avancem para a frente. O Espírito da Vida esta neles, e eles não se viravam para a direita, nem para a esquerda. Não existe desvio nos conselhos de Deus ou no pensamento de Deus. É reto, persistente, inviolável, absoluto; e Israel com suas mentes religiosas extraviados têm que ser medidos por estes pensamentos de Deus.

Não existe lugar na presença de Deus para a mente do homem. A mente de Deus é absoluta e é final. O que você pensaria (é realmente impensável) de Moisés indo para o santo dos santos, e entre o querubim, Deus começasse a expressar a Sua vontade, Sua mente, e dissesse, “Agora, isso e aquilo deve ser realizado...” Então Moisés dissesse, “Acho, Senhor, que seria melhor fazê-lo desta maneira”; ou, “dizer de isto e aquilo, isto outro!” É impensável. O Fogo teria irrompido. A mente do homem não tem lugar aqui. Não é o conselho que alguém mais tem dado, e não o que alguém mais tem dito. Deus não tolera aqui mistura da mente ou juízo do homem; Seu pensamento está aqui guardado, preservado; é final. Não levemos para o oráculo o que pensamos ou o que outros dizem.

Observe o ponto. A vida do povo do Senhor era para ser governada partindo desse centro. Havia um centro para a vida de Israel, e todo o governo veio de esse centro, e esse centro era o santo dos santos, onde somente Deus fala e somente a mente de Deus governa, nenhuma mente humana. Do santo dos santos a vida do povo do Senhor tem que ser governada, não por conselhos humanos. Nós não começamos da circunferência em conselhos, e juízos, e comités estabelecendo planos e projetando esquemas, discutindo o que vamos fazer para o Senhor. Isso é começar pela circunferência. A vida do povo de Deus tem que começar do centro, onde tudo fica em silêncio diante do Senhor. Paramos nosso pensar, e julgar, e de chegarmos a conclusões, comparando, considerando os prós e os contras, e depois chegando a alguma coisa. Paramos de sermos influenciados pelas coisas de fora tais como a demanda aparente, requisitos aparentes, forças da circunstâncias; todas essas coisas têm que ser silenciadas.

Tudo o melhor que o povo de Deus aconselharia e recomendaria tem que ser esquecido. Há algo que vem antes disso, há algo mais profundo do que isso. O homem mais santo, a mulher mais santa, não deve ser permitido projetar seus melhores no lugar que Deus ocupa somente com o Seu povo. Todas essas coisas têm que ser silenciadas antes de podermos conhecer o Senhor, e a mente do Senhor. Nesse lugar deve haver o silêncio absoluto de tudo que pertence à vida religiosa fora, e qualquer outro meio. A única coisa no santo dos santos é o que Deus diz, e Deus espera por esse silêncio antes de Ele falar. Somente conforme ficamos livres do sistema das coisas do homem poderemos obter uma pura expressão da mente de Deus. Deus nos conduzirá na medida em que ficarmos livres do governo e influência de uma ordem aceita. Se somos governados por um sistema que está mais ou menos nas mãos dos homens; isto é, se temos nossas vidas espirituais governadas por algo estabelecido do homem, nessa medida não teremos a voz de Deus no interior. Porém, para ter a voz absoluta de Deus, qualquer outra influência e governo tem que ser esquecido.

Podem haver homens e mulheres muito bons que conhecem o Senhor, mas nunca podemos ter a certeza de que o melhor homem, a melhor mulher, o mais piedoso, não esteja de algum modo um pouco influenciado por alguma consideração que é humana, terrena, e que seus juízos não estejam em alguma pequena medida tocados e afetados pela educação, treinamento, tradição, opinião humana, ou a coisa aceita. Você nunca pode ter a certeza. Portanto, o alvo e objetivo de cada filho de Deus deveria ser o de ficar em silêncio para qualquer outra voz, cada outra influência, em silêncio para o Senhor. “No Eterno espera a minha alma, em silêncio” (“espera somente em Deus”, é a nossa versão; Salmo 62:5 Lit). “Minha alma”. O que é minha alma? Meus sentimentos, meus raciocínios, meus desejos, minhas vontades, toda a vida ao redor de mim e suas influências, “...No Eterno espera em silêncio”.

Isto é uma posição muito elevada e muito absoluta. Tenho que estar à altura disso tanto quanto você tem. Não estou apresentando algo a você; todos nós temos que reconhecer isto. Porém, isto não é somente uma demanda, não é somente um desafio; isto é um privilegio abençoado, uma possibilidade abençoada. Ele, Jesus, o Filho de Deus, traspassou os céus; esse traspassar dos céus que estavam fechados, (“Ninguém vem até o Pai”) até que Ele cumpriu Sua obra na Cruz, e Deus O levantou dentre os mortos. Então os céus foram rasgados. O rasgar dos céus, que é a remoção da barreira, a abertura do que estava fechado, fez possível para o homem pelo Espírito Santo, passar por um céu aberto. O Espírito Santo veio em virtude do Calvário, pelo qual os céus foram abertos. Agora somos representados como estando nos celestiais. Isso é apenas uma outra maneira de dizer que o que está no céu está em nós. Não existe geografia neste assunto. Não existe espaço nem tempo em assuntos espirituais. É tudo presente e imediato. O mesmo que está em nós está no céu. O que é? Um santo dos santos. Como? “... Nós viremos até ele e faremos nele nosso lar”. Cristo no interior é o propiciatório, o assento da misericórdia, da remissão de nossos pecados, e também o santuário onde Deus fala. Numa palavra, temos um céu aberto, temos um lugar na imediata presença de Deus; Jesus está no seu coração, fazendo aí o santuário. Isto é o que Pedro quis dizer quando ele disse, “Santificai em vossos corações a Cristo como Senhor”. O que isso quer dizer? Bem, se Jesus está em seu coração, fazendo aí o santuário, então Jesus deve ser Senhor, e você deve reconhecê-Lo como Senhor quando você deixar para trás sua própria mente, seus próprios juízos, seus próprios sentimentos, seus próprios desejos, e todas as outras considerações que as pessoas dizerem, ou quiserem, ou julgarem, ou predizerem, ou ameaçarem. Quando vocês O santificam como Senhor em seus corações, então vocês reconhecem que Ele está governando aí, e nenhuma outra mente tem lugar. Este é o lugar onde Ele é para ser santificado como Senhor; o Senhorio de Cristo é para governar.

Este é nosso privilegio. Por mais elevado e difícil que pareça, este é o privilegio do crente conhecer o Espírito do Senhor falando a mente de Deus no coração. Agora, sejamos claros, o Espírito Santo não sempre vem numa maneira que é como uma voz audível, embora nem audível. Ele não vem com palavras e diz para nós quando buscamos ao Senhor, 'Você deve fazer isto, você não deve fazer isto!' Ele não faz nenhuma coisa como essa. O Espírito Santo em nós constitui uma sensibilidade espiritual, pois a linguagem do Espírito é uma linguagem divina, e uma língua em si mesma. Não é uma linguagem de palavras humanas (embora o Senhor tem às vezes descido para filhos espirituais e comunicado a Si mesmo quase em palavras humanas; em todo caso, com certo entendimento e apreensão), mas é a cultivação do sentido espiritual que é preciso. Embora incapazes de dizer que o Senhor disse para nós definitivamente tais palavras, somos capazes de dizer, 'sei muito bem que o Senhor deseja isso, e eu não o desejava. Fica tão claro e evidente para mim quanto qualquer coisa que a mente do Senhor era ou é sobre isso'. Esse é o privilegio do crente, e é para nós crescermos das formas imaturas de infância espiritual para a maturidade espiritual, sabendo no coração o que o Senhor deseja. É mais – se é que posso dizer assim – de acordo a preferencias Divinas do que a declarações Divinas.

Ao viver com uma pessoa você não precisa que essa pessoa diga, 'quero isto, e quero aquilo' em palavras; você chega a conhecer as preferencias dessa pessoa, e se você amar essa pessoa e estimá-la altamente, você fica governado pelo que você sabe ser seus desejos e como são dispostos. É um senso interior da disposição deles para com isto ou contra aquilo. Isso é como a Vida no Espírito. É a cultivação de um senso espiritual que nos governa. Para ter isso temos que nos afastar de qualquer outra influência. É difícil muitas vezes quando aqueles a quem amamos e quem nos amam, e aqueles que têm nossos maiores interesses no coração, trazem seus conselhos para pesar sobre nós e nos aconselharem. É difícil não ser influenciado. Isto é, não ser influenciado ao ponto de fazer a nossa decisão de acordo ao que eles dizem e a como eles reagem. Mas se vamos ser inteiramente governados por Deus temos que suspender isso e dizer, 'Isso parece bom, sentido comum', e temos em conta o fato de que isso vem de alguém que tem amor por Deus, está caminhando com o Senhor, e ainda que não o ignoraremos completamente, devemos ir ao Senhor nessa questão. Não é para ser feito num espírito de superioridade, porém, devemos manter essa posição com o Senhor. Não sei qual é a sua experiência, mas a minha é que tenho sido frequentemente refreado mais tarde por ser influenciado nas minhas atitudes e decisões por meio de bons conselhos e juízos de outros filhos de Deus, mesmo servos do Senhor. Como tenho dito, você nunca pode ter a certeza de que não há algo lá que vem de uma outra fonte – não necessariamente de uma fonte satânica diretamente, mas meramente de uma fonte humana, e não de Deus.

Se uma coisa é para ser totalmente de Deus, então isso significa que deve ser totalmente separado do homem; Deus requer isso. Lembre-se que a medida do valor permanente de qualquer coisa é a medida de ter vindo do Senhor. Tudo que vem do homem, mesmo do homem bom, perecerá; mais cedo ou mais tarde quebrará. Somente aquilo que parte de Deus permanecerá, e nós não estamos construindo e trabalhando pelo tempo. Nós temos um longo, longo tempo depois, e somente aquilo que vem de Deus terá um lugar lá. Deveríamos nos extrair desta dominação de o fator do tempo de este mundo, e permanecer todo o tempo na eternidade, e perguntar, 'Qual é o valor disto para a eternidade? Qual é o valor espiritual disto? Quanto de Deus há nisto?' Se nós pudermos sempre sermos governados por estas considerações, então irá haver uma grande medida para a eternidade. Pode que tenhamos que sofrer se adotamos esta posição de caminhada com Deus. Tenha cuidado de o orgulho espiritual que nos leva a achar que ninguém mais sabe senão nós mesmos, e que todos os demais podem estar errados e podem ser influenciados por considerações erradas. Eles podem estar certos, esta pode ser a voz de Deus; no entanto, devemos tê-lo confirmado, devemos levá-lo ao Senhor e dizer, “Oh minha alma, fica em silêncio para Deus”. Pode ser que eu não goste daquela coisa. Ou pode que goste. Isso não importa. O que gostamos e não gostamos não é o fator. “Fique em silêncio para Deus” minha alma, Deus somente tem que falar aqui se a coisa é para resultar na Sua própria glória.

Veja Israel e a história de Israel, todas nas balanças desta voz interior de Deus. Se Israel tivesse vivido de acordo ao santo dos santos, eles teriam entrado na herança muito mais rapidamente. Nós entraremos na plenitude de Cristo na medida em que Cristo for santificado como Senhor nos nossos corações, e isso significa o que temos ido dizendo, que existe uma voz, e essa é a voz do Senhor. Devemos dar graças de que em virtude do sangue aspergido, temos um céu aberto – nada no meio – e isso para conhecer o Senhor por nós mesmos, cada vez mais, é o nosso privilegio como Seu filho, e esse conhecer é assegurado para nós no sangue aspergido de Jesus na presença de Deus.

Primeiramente publicado na revista “Candelabro de Ouro”, Vol 148 de manuscritos previamente não publicados.

Origem: "The Mercy Seat"